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Síria: atentados com carro-bomba em Alepo; 72 mortos no país
02/10 | 23:57 GMT

©AFP/Tv siria / -
Vinte e cinco pessoas morreram e 175 ficaram feridas nesta sexta-feira em um duplo ataque com carro-bomba que tinha como objetivo dois prédios das forças de segurança em Aleppo, segunda cidade da Síria, indicou o ministério sírio da Saúde.

©AFP/Tv siria / -
Imagem da TV síria mostra os corpos das vítimas da explosão em Aleppo
DAMASCO (AFP) - Dois atentados com carro-bomba atingiram nesta sexta-feira Alepo, a segunda maior cidade da Síria, coincidindo com a entrada de carros de combate na região de Homs, devastada após uma semana de intensos bombardeios, uma violência que custou nesta sexta-feira a vida de 72 pessoas em todo o país.
Segundo as autoridades, os atentados de Alepo (norte) deixaram 28 mortos e 235 feridos.
Além do duplo atentado em Alepo, a violência na Síria deixou outros 44 mortos nesta sexta-feira, entre eles 28 civis mortos pelas forças de segurança, principalmente em Homs (centro) e Alepo, assim como nove soldados e sete desertores em confrontos em todo o país, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
O regime sírio atribuiu os atentados de Alepo, os primeiros desse tipo registrados na cidade, pulmão econômico do país, a "grupos terroristas" os quais acusa de provocar, desde meados de março passado, a revolta contra o presidente Bashar al Assad.
A oposição, no entanto, responsabilizou o regime pelos atentados, acusando-os de querer, dessa forma, desviar a atenção da repressão realizada em Homs.
Estes atentados ocorreram no momento em que os sírios começavam a se concentrar em diversas cidades para protestar contra o veto da Rússia e da China no último sábado a uma resoloção do Conselho de Segurança da ONU de condenação à repressão na Síria, que deixou ao menos 6.000 mortos desde o início da revolta, segundo militantes.
Ocorreram manifestações em Hama (centro), Idleb (noroeste), Damasco e em certos bairros de Homs, declarou à AFP Ramí Abdel Rahman, jefe del OSDH, con base en Gran Bretaña.
Essas manifestações, que ocorrem a cada sexta-feira, tiveram menos afluência que as anteriores "pela mobilização massiça" de tropas e forças de segurança para evitar os protestos, afirmou Rahman.
Ocidentais e russos realizam uma disputa sobre a Síria, com os primeiros denunciando os "massacres" do regime e com os segundos mantendo seu apoio a Damasco.
Em Alepo, relativamente à margem do movimento de contestação até agora, os dois carros-bombas explodiram perto da sede dos serviços de inteligência militar e na frente do quartel-general das forças de ordem.
Segundo o OSDH, ao menos 30 pessoas morreram nesse duplo atentado.
A emissora estatal mostrou imagens do buraco deixado pela explosão e dos serviços de emergência recuperando cadáveres sob os escombros.
Em uma carga dirigida à ONU e à Liga Árabe, o ministro sírio de Relações Exteriores também acusou "países árabes e ocidentais", sem nomeá-los, de apoiar os autores do duplo atentado.
Em Homs, bombardeada sem descanso há sete dias pelas tropas regulares, os tanques do exército entraram no bairro Inshaat, onde os soldados faziam operações nas casas, informou a OSDH.
O balanço do dia sobe para 12 mortos, com os quais já são mais de 450 as pessoas mortas nessa cidade desde 4 de fevereiro, data do início da ofensiva atual, segundo militantes e ONG, que temem uma crise humanitária.
A Liga Árabe se reunirá no domingo no Cairo para abordar a situação na Síria.
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Alguns exemplos de assuntos
Governo grego aprova plano de austeridade
02/11 | 01:20 GMT

©AFP / Menelaos Myrillas
O governo grego de coalizão aprovou na madrugada deste sábado (horário local) por unanimidade o plano de austeridade exigido pela Zona Euro e FMI para desbloquear uma nova ajuda à Grécia que permita o país evitar um default em março, informou o gabinete do primeiro-ministro.

©AFP / Menelaos Myrillas
Lucas Papademos; as medidas de austeridade serão submetidas ao Parlamento neste domingo
ATENAS (AFP) - O governo grego de coalizão aprovou na madrugada deste sábado (horário local) por unanimidade o plano de austeridade exigido pela Zona Euro e FMI para desbloquear uma nova ajuda à Grécia que permita o país evitar um default em março, informou o gabinete do primeiro-ministro.
"A aprovação foi unânime" para o acordo que salvará a Grécia de um calote desordenado em março, afirmou à AFP o gabinete do primeiro-ministro, Lucas Papademos.
O primeiro-ministro Lucas Papademos advertiu nesta sexta-feira que a Grécia arriscava cair em um "caos descontrolado" se não houvesse acordo sobre o plano de austeridade, após a demissão de seis ministros opostos às medidas de rigor impostas pela UE e pelo FMI para evitar o calote do país.
Papademos fez tal advertência no conselho de ministros, realizado após outro dia de greve geral no país, afetado por episódios de violência à margem das manifestações.
A agência semioficial Athens News Agency (ANA) afirmou que o acordo passou ao Parlamento para ser submetido a votação no domingo, mas os porta-vozes governamentais não puderam ser contatados para confirmar essa informação.
Sem a aprovação de um programa econômico de austeridade drástica, a Grécia não tem possibilidades de receber nem um só centavo da ajuda de 130 bilhões de euros preparada por UE e FMI para evitar um default em março, quando o país deve devolver 14,5 bilhões de euros em empréstimos.
Esse voto a favor, exigido pelos credores, deverá supor a aceitação para os gregos das reformas de saneamento exigidas, além do compromisso por escrito de todos os líderes políticos a aplicá-lo, já que o programa de empréstimos durará até 2015, além do que possivelmente o atual governo irá durar.
A retirada do apoio do partido de extrema-direita Laos ao programa de austeridade somou um pouco mais de confusão à situação do país que viveu nesta sexta-feira novos confrontos, com dezenas de feridos, entre eles cinco policiais.
Quatro ministros do Laos deixaram o cargo nesta sexta-feira, assim como uma ministra socialista, que se somaram à anunciada por outro membro do Executivo no início da semana.
Papademos disse que "quem estiver em desacordo com o plano de rigor não pode permanecer no governo".
Sem o apoio do Laos, que conta com 16 dos 252 deputados que somava até agora a coalizão governamental, Papademos dispõe ainda de uma maioria para aprovar o plano, apesar de correr o risco de o governo continuar rachando.
Paralelamente a uma manifestação que reuniu cerca de 7.000 pessoas na praça Syntagma, no centro de Atenas, um grupo lançou pedras e coquetéis molotov contra a polícia, que respondeu com bombas de gás.
Outra manifestação reuniu 10.000 militantes comunistas da Frente dos Trabalhadores em Atenas, um protesto que não registrou incidentes.
Assim como nos protestos de junho e outubro de 2011, o centro de Atenas estava nesta sexta-feira paralisado pela greve de 48 hroas nos transportes e os serviços públicos que se prolongará até sábado.
O plano de austeridade, que prevê uma redução do salário mínimo de 22%, a demissão este ano de 15.000 funcionários e cortes em algumas aposentadorias "será o túmulo da sociedade grega", denunciaram os sindicatos, negando que o governo tenha qualquer "legitimidade" para impor as medidas.
No domingo serão convocadas manifestações na frente do Parlamento, onde as novas medidas de rigor serão votadas.

Economia
Governo grego aprova plano de ...Site da CIA inativo; hackers do Anonymous reivindicam ataque
02/11 | 00:34 GMT

©AFP / Jean-Philippe Ksiazek
O site da CIA dos Estados Unidos não respondia nesta sexta-feira depois que o grupo de hackers Anonymous reivindicou o ataque cibernético.

©AFP / Jean-Philippe Ksiazek
Um porta-voz da CIA não fez comentários imediatos a esse respeito
WASHINGTON (AFP) - O site da CIA dos Estados Unidos não respondia nesta sexta-feira depois que o grupo de hackers Anonymous afirmou ter sido responsável por deixá-lo inativo.
"CIA Tango down (eliminada)", disse um mebro do Anonymous em @YourAnonNews, uma conta do Twitter utilizada pelo grupo. "Tango Down" é uma expressão utilizada pelas Forças Especiais dos Estados Unidos quando eliminam um inimigo.
As tentativas da AFP de acessar o site da CIA em cia.gov não tiveram sucesso.
Um porta-voz da CIA afirmou que "estão estudando as informações" a esse respeito.
Os membros do Anonymous também afirmaram ter atacado o site camimex.org.mex, que pertence à Câmara Mineira do México. O site permanecia inacessível nesta sexta-feira.
No mês passado, o Anonymous deixou brevemente inativos os sites do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e do FBI.
Esses ataques ocorreram em represália pelo fechamento por parte dos Estados Unidos do site de troca de arquivos Megaupload.
O Anonymous não explicou até agora por que atacou o site da CIA e da Câmara Mineira mexicana.
A maior parte dos ataques cibernéticos desse grupo de hackers são de negação de serviço, nos quais um grande número de computadores recebe a ordem a visitar um site ao mesmo tempo, sobrecarregando seus servidores.

Ciência e Tecnologia
Site da CIA inativo; hackers do Anonymous reivindicam ...Capturado homem com problemas mentais que perseguia Madonna
02/10 | 21:30 GMT

©AFP/Pool/File / Nick Ut
Um homem com problemas mentais, com "tendências extremadamente violentas" que assediava Madonna, chegando a ameaçar cortar o pescoço da cantora, em 1995, foi capturado nesta sexta-feira em Los Angeles.

©AFP/Pool/File / Nick Ut
Robert Dewey Hoskins foi condenado em 1996 por ameaçar Madonna
LOS ANGELES (AFP) - Um homem com problemas mentais, com "tendências extremadamente violentas" que assediava Madonna, chegando a ameaçar cortar o pescoço da cantora, em 1995, foi capturado nesta sexta-feira em Los Angeles, depois de fugir do hospital onde estava internado, anunciou a polícia.
Robert Dewey Hoskins, de 54 anos, foi capturado na manhã desta sexta-feira e conduzido ao hospital estatal metropolitano de Norwalk (sudeste de Los Angeles).
Anteriormente, Hoskins havia sido detido por um guarda-costas no jardim da casa da cantora.
Madonna depôs contra o agressor num julgamento realizado em 1996, quando Hoskins foi condenado a 10 anos de prisão e transferido, em seguida, para o hospital.



