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Uma grande difusão
Cidade síria de Homs é atacada pelo sexto dia consecutivo
02/09 | 21:46 GMT

©AFP / -
Forças do regime realizaram um novo ataque à cidade síria de Homs nesta quinta-feira, matando mais de 50 pessoas, segundo ativistas, enquanto a ONU ponderava uma missão conjunta com a Liga Árabe para por fim à violência.

©AFP / -
Imagem do You Tube mostra uma jovem síria ferida no chão, na cidade de Rastan
DAMASCO (AFP) - Forças do regime realizaram um novo ataque à cidade síria de Homs nesta quinta-feira, matando mais de 50 pessoas, segundo ativistas, enquanto a ONU ponderava uma missão conjunta com a Liga Árabe para por fim à violência.
Os bombardeios começaram na madrugada, matando 53 pessoas na cidade sitiada e queimando muitos corpos que não puderam ser reconhecidos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
Tropas do governo que tentam reprimir os opositores do presidente Bashar al-Assad mataram pelo menos 400 pessoas após o sexto dia de ofensivas implacáveis, disseram ativistas.
"Os morteiros estão caindo em cima de nós e as forças do regime estão usando artilharia pesada", disse Ali Hazuri, um médico no distrito de Baba Amr contatado por telefone de Beirute.
Omar Shaker, um ativista em Baba Amr também por telefone, acrescentou que moradores estavam escondidos no térreo dos prédios, já que não há abrigos subterrâneos.
"Quando você se aventura do lado de fora, vê crateras a cada dez metros" disse ele.
Em Washington, o presidente americano, Barack Obama, denunciou nesta quinta-feira o "banho de sangue atroz" que, segundo ele, está ocorrendo na Síria, em ocasião de um encontro na Casa Branca com o primeiro-ministro italiano, Mario Monti.
Mais de 80 pessoas foram mortas nesta quinta-feira pelas forças do regime de Bashar al-Assad na cidade síria de Homs, principal foco da onda de contestação no centro do país, com a ONU prevendo "um agravamento" do conflito na ausência de um consenso internacional.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que o regime de Assad parece "extremamente determinado" a matar seus próprios cidadãos.
"É muito claro que este é um regime que está extremamente determinado a matar e mutilar seus próprios cidadãos", disse Cameron a repórteres em Estocolmo. "São realmente apavorantes as cenas de destruição em Homs". Ele pediu "transição e mudança na Síria".

©AFP / Nf/Sr
Gráfico com o panorama da situação na Síria
Pelo menos 83 pessoas foram mortas em todo o país na quinta-feira, disse o Observatório com sede britânica.
Onze pessoas morreram quando um morteiro caiu na casa onde viviam em Inshaat, nas proximidades de Homs, enquanto outros seis foram mortos em Rastan, uma cidade rebelde na mesma província.
Um médico de Baba Amr disse que um hospital de campanha foi atingido na quarta-feira e "um socorrista da Cruz Vermelha perdeu as duas pernas em um ataque". O CICV informou que ele devia estar se referindo ao Crescente Vermelho.
Em outras localidades, sete membros das forças de segurança morreram em uma emboscada de rebeldes a dois ônibus na cidade de Daraa (sul), berço da revolta contra o regime do presidente Bashar al-Assad, segundo o Observatório.
Sobre o mesmo incidente, a agência de notícias estatal Sana relatou que as autoridades realizaram prisões enquanto frustraram um tentativa de roubo de uma carreta em Daraa.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon disse na quarta-feira que a "brutalidade espantosa" dos ataques a Homs "é um sombrio prenúncio de que o pior está por vir".
Ele sugeriu o envio de uma missão de observação para a Liga Árabe, mas a ideia teve uma morna recepção pelas potencias ocidentais".
O líder do bloco pan-árabe, que suspendeu sua missão de monitoramento de um mês a Síria dia 28 de janeiro, conversou com Ban sobre a missão proposta, que incluiria um enviado da ONU.
O líder da ONU disse que seriam realizadas consultas com a Liga Árabe e com membros do Conselho de Segurança nos próximos dias, "antes de divulgar detalhes".
A França declarou que é preciso haver garantias para a missão. A Alemanha afirmou que essa é uma ideia "muito séria", mas também que as condições necessárias antes de um esforço conjunto poderiam ser oferecidas".
Ban atacou a Rússia e a China pela firme recusa em apoiar as resoluções da ONU condenando a violência na Síria e dizendo que isso encorajou o regime de Assad a continuar sua repressão.
Moscou, um aliado de longa data do regime de Damasco, insistiu que qualquer solução para por fim a quase um ano de matança deve vir de dentro da Síria.

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Foto exibida pelos Comitês Locais de Coordenação mostra uma casa de Homs destruída
Contudo, os Estados Unidos, a França e o Reino Unido rejeitaram esses argumentos enquanto aumentam a pressão sobre a Síria para mudar de rumo.
Apesar do banho de sangue incessante, ativistas pediram aos sírios para saírem às ruas em uma grande manifestação contra a Rússia na sexta-feira, um dia tradicional de transportes após a principal oração dos muçulmanos.
"A Rússia está matando nossas crianças. Seus planos, tanques e vetos também estão matando nossas crianças", diz um banner na página do Facebook da Revolução Síria 2011.
O Conselho Nacional Sírio, que estava reunido no Qatar antes do encontro do fim de semana com os países árabes, disse que a credibilidade russa foi "prejudicada" por essa postura.
"A Rússia precisa restaurar sua credibilidade aos olhos do povo sírio usando sua influência sobre o regime de Assad" para parar imediatamente com os assassinatos e negociar a saída de Assad".
Grupos de defesa dos direitos humanos estimam que mais de seis mil pessoas morreram na repressão desde meados de março.
A Human Rights Watch pediu ao governo sírio que pare de bombardear áreas residenciais de Homs.
"Os responsáveis por esses terríveis ataques terão que responder por eles", disse Anna Neistat do HRW.
A Rússia indicou ter adotado uma posição cautelosa diante das tentativas apoiadas pela ONU de forjar uma coalizão de "amigos da Síria" que devem se reunir na Turquia para coordenar a assistência humanitária para a oposição.
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Alguns exemplos de assuntos
Zona do Euro pede ações concretas à Grécia em troca de ajuda
02/09 | 23:38 GMT

©AFP / John Thys
O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, disse nesta quinta-feira que só vai desembolsar a ajuda à Grécia se o Parlamento grego der aval ao acordo aprovado horas antes, entre outras ações concretas.

©AFP / John Thys
O ministro grego Evangelos Venizelos (D) e o comissário europeu para Assuntos Econômicos Olli Rehn (E), em Bruxelas
BRUXELAS, Bélgica (AFP) - O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, disse nesta quinta-feira que só vai desembolsar a ajuda à Grécia se o Parlamento grego der aval ao acordo aprovado horas antes, entre outras "ações concretas".
"Não dispomos de todos os elementos necessários para tomar decisões" imediatas, afirmou Juncker. Por este motivo, os ministros de Finanças de 17 países da Zona do Euro vão realizar outra reunião, desta vez na próxima quarta-feira.
Pedimos "ações concretas", assinalou o comissário de Assuntos Econômicos, Olli Rehn, em entrevista à imprensa, ao final da reunião, em Bruxelas.
Juncker fixou o preenchimento de três condições para a concessão da ajuda. Em primeiro lugar, o parlamento grego precisará aprovar domingo o plano de austeridade sobre o qual os partidos políticos gregos e os representantes dos credores públicos da Grécia, reunidos em torno da "troika" (formada por UE, BCE e FMI), concordaram, durante o dia.
Além disso, "o governo grego terá que apresentar uma economia extra de 325 milhões de euros" no orçamento para 2012 do país, e isto "até quarta-feira", insistiu Juncker.
A Zona do Euro também exige que os partidos da coalizão no poder em Atenas apresentem "fortes garantias políticas" sobre seu apoio ao plano de austeridade, precisou.
A Grécia negocia em dois planos paralelos. Espera um novo programa de empréstimos europeus no valor de 130 bilhões de euros, ao mesmo tempo em que procura obter dos bancos credores uma redução de sua dívida no valor de 100 bilhões de euros. Preencher as condições deste plano é uma questão considerada essencial, caso a Grécia queira evitar um default até o dia 20 de março, data na qual o país deve pagar as parcelas mais importantes do empréstimo.
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Olli Rehn, informou que "o tempo urge" para chegar a um acordo global.
Segundo ele, a Zona do Euro também "estuda a possibilidade" de criar uma conta bloqueada, destinada ao reembolso da dívida grega, uma proposta franco-alemã.

Economia
Zona do Euro pede ações concretas à Grécia em troca de ...FBI publica investigação, nem sempre lisonjeira, sobre Steve Jobs
02/09 | 21:53 GMT

©AFP/Getty Images / Justin Sullivan
O FBI divulgou nesta quinta-feira os arquivos de uma investigação de 191 páginas, nem sempre elogiosa, sobre Steve Jobs, um dos legendários fundador de Apple falecido em outubro, aberta em 1991, quando foi abordado para fazer parte de uma comissão presidencial.

©AFP/Getty Images / Justin Sullivan
Um admirador tira uma foto do cartaz com o cofundador da Apple, Steve Jobs, durante uma convenção em San Francisco
WASHINGTON, EUA (AFP) - O FBI divulgou nesta quinta-feira os arquivos de uma investigação de 191 páginas, nem sempre elogiosa, sobre Steve Jobs, um dos legendários fundador de Apple falecido em outubro, aberta em 1991, quando foi abordado para fazer parte de uma comissão presidencial.
A investigação revela como o gênio da informática foi alvo de uma ameaça de bomba em 1985, consumiu drogas na juventude, negligenciou a filha nascida fora do casamento e "distorceu a realidade para conseguir seus fins".
Mas a indagação, baseada em dezenas de entrevistas com amigos, colegas e familiares de Steve Jobs, concluiu que era um líder "brilhante"; e a maioria das pessoas ouvidas "recomendavam-no para ocupar um cargo de confiança e responsabilidade".
Jobs era então candidato a fazer parte do Conselho Presidencial de Exportações (PEC) dos Estados Unidos, sob a presidência de George Bush pai.
Nas páginas publicadas pelo FBI em seu site web, pode-se ler, também, que "várias outras pessoas questionaram a honestidade de Jobs, por usar de subterfúgios e distorcer a realidade.
Um dos entrevistados argumentou que era "um indivíduo enganoso, não completamente honesto nem totalmente honrado".
Outro destacou que Jobs, falecido aos 56 anos, vítima de um câncer de pâncreas, conduzia "seus assuntos con honradez" e que nunca "tomava partidos ou prejulgava quem quer que fosse", falando também de sua "integridade" e "superioridade moral".
Também foi descrito por mais um como alguém "extremamente inteligente, um verdadeiro líder que marcou a indústria da informática".
Jobs, que não esteve disponível "durante três semanas" para responder a perguntas do FBI, teria consumido drogas na escola secundária e na universidade, incluindo maconha, haxixe e LSD, segundo a investigação.
Vários entrevistados citam uma filha tida por Jobs fora do casamento, com uma namorada da escola secundária, dizendo que o chefe da Apple havia "durante muito tempo" "descuidado", e até "abandonado", a menina, passando a ajudá-la mais "recentemente".

Ciência e Tecnologia
FBI publica investigação, nem sempre lisonjeira, sobre Steve ...Juiz Baltasar Garzón promete combater legalmente sua condenação
02/09 | 20:14 GMT

©AFP / Dominique Faget
O juiz espanhol Baltasar Garzón prometeu combater legalmente a decisão da justiça espanhola que o condenou nesta quinta-feira a 11 anos de desqualificação profissional por ter ordenado escutas ilegais na investigação de um caso de corrupção.

©AFP / Dominique Faget
Garzón no momento de sua chegada ao tribunal
MADRI (AFP) - O juiz espanhol Baltasar Garzón prometeu combater legalmente a decisão da justiça espanhola que o condenou nesta quinta-feira a 11 anos de desqualificação profissional por ter ordenado escutas ilegais na investigação de um caso de corrupção.
"Recorrerei às vias legais correspondentes para combater esta sentença e exercerei todas as ações que forem pertinentes para tentar reduzir o prejuízo irreparável que os autores desta sentença cometeram", afirmou em um comunicado.
Garzón, de 56 anos, foi condenado pelo Supremo Tribunal espanhol por ter desrespeitado o direito de defesa ao ordenar a gravação de conversas na prisão entre advogados de defesa e seus clientes em um caso de corrupção conhecido na Espanha como "Caso Gürtel".
O juiz, mundialmente conhecido por ter ordenado a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet em 1998 em Londres, denunciou uma condenação "injusta e predeterminada" com o "objetivo de acabar com um juiz correto", comprometendo com isso "a independência dos juízes na Espanha".
"Minha atuação no chamado Caso Gürtel foi conforme a lei", defendeu-se.
"Tomei todas as medidas para garantir o direito de defesa e a investigação de crimes muito graves relacionados à corrupção (...) para evitar a continuidade delitiva da lavagem de dinheiro dos chefes mafiosos que utilizavam (...) os advogados", acrescentou.
Neste julgamento "meus direitos foram sistematicamente violentados", disse.



