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Uma grande difusão
Romênia: chefe do serviço de informação é designado primeiro-ministro
02/06 | 21:42 GMT

©AFP / Octav Ganea
O presidente romeno Traian Basescu nomeou nesta segunda-feira como primeiro-ministro o chefe do serviço exterior de informação, Mihai Razvan Ungureanu, após a demissão do governo de centro-direita de Emil Boc.

©AFP / Octav Ganea
O demissionário primeiro-ministro da Romênia (esquerda) deixa a sede do Partido Democrata Liberal, no poder
BUCARESTE, Romênia (AFP) - O presidente romeno Traian Basescu nomeou nesta segunda-feira como primeiro-ministro o chefe do serviço exterior de informação, Mihai Razvan Ungureanu, após a demissão do governo de centro-direita de Emil Boc.
"As reformas vão continuar", afirmou Ungureanu após sua escolha.
O novo premier, de 43 anos, foi ministro das Relações Exteriores entre 2004 e 2007 até ser designado chefe do serviço de informação (SIE).
Ungureanu fala vários idiomas, entre eles o francês, o inglês e o alemão e é professor de história na Universidade de Bucareste.
Ele dispõe de dez dias para formar seu gabinete e obter o aval do Parlamento.
"A prioridade do novo governo será restabelecer gradualmente o poder de compra dos romenos, que já pagaram a conta pelas medidas de estabilização", disse.
O novo governo deverá, também, dar "continuidade à luta contra a corrupção, se possível, de maneira ainda mais eficaz", acrescentou.
Ungureanu se disse, ainda, consciente do "contexto delicado" no qual assume as funções e afirmou que vai iniciar, a partir da manhã de terça-feira, discussões com os partidos da coalizão no poder, para formar rapidamente o novo gabinete.
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Alguns exemplos de assuntos
Governo grego negocia para evitar a quebra; UE diz que acordo está fora do prazo
02/06 | 18:35 GMT

©AFP / Aris Messinis
O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, tenta nesta segunda-feira obter o apoio dos partidos do governo para as reformas exigidas pela União Europeia (UE) e pelo FMI para evitar a quebra e a saída do euro do país, às vésperas de uma greve geral contra os novos cortes.

©AFP / Aris Messinis
O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos
ATENAS (AFP) - O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, tenta nesta segunda-feira obter o apoio dos partidos do governo para as reformas exigidas pela União Europeia (UE) e pelo FMI para evitar a quebra e a saída do euro do país, às vésperas de uma greve geral contra os novos cortes.
Como já fez no domingo, Papademos se reunirá nesta segunda-feira à noite com os credores institucionais do país (UE, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) e com os chefes dos partidos socialista, Giorgos Papandreu, conservador, Antonis Samaras, e de extrema-direita, Giorgos Karatzaferis, disseram seus assessores.
A Comissão Europeia (CE), no entanto, advertiu nesta segunda-feira que as negociações para que a Grécia chegue a um acordo com seus credores para evitar a suspensão de pagamentos do país já perderam o prazo.
"A verdade é que já estamos fora do prazo", afirmou o porta-voz comunitário Amadeu Altafaj. "É preciso tomar decisões e a bola está no campo dos gregos", acrescentou
Há meses, o governo grego batalha em duas frentes: por um lado com seus credores privados para eliminar 100 bilhões de euros da dívida pública, e com seus credores públicos (UE, BCE, FMI) para a concessão de um segundo plano de resgate de 130 bilhões.
Estas duas negociações interconectadas têm por objetivo evitar uma rápida quebra da Grécia e rebaixar o nível de seu endividamento para que seja algo mais sustentável.
Para desbloquear o segundo resgate e aprovar o perdão de 100 bilhões de euros de dívida pública em mãos privadas, o trio UE-BCE-FMI exige a Papandreu, Samaras e Karatzaferis que se comprometam de forma explícita a aplicar os ajustes acordados.
Os três dirigentes, no entanto, têm se mostrado reticentes em se comprometer com medidas impopulares, que podem agravar uma recessão que domina o país desde 2008.
Caso não haja acordo, a Grécia pode entrar em default (moratória) no dia 20 de março, data de vencimento de obrigações no valor total de 14,5 bilhões de euros.
Após cinco horas de discussões no domingo com os três dirigentes que apoiam seu governo, Papademos disse que havia um acordo sobre o volume da economia que o Estado teria que fazer (1,5% de PIB), sobre as reformas destinadas a reduzir os custos de produção e sobre um esquema de recapitalização dos bancos gregos.
Segundo a imprensa, devem ser negociados nesta segunda-feira cortes nas pensões, a redução do salário mínimo entre 25 e 30% pedida pela UE e pelo FMI, e pelo número de demissões de funcionários.
A maioria dos jornais do país apostava nesta segunda-feira em um acordo final entre Papademos e os três dirigentes gregos.
Os dois principais sindicatos gregos também pareciam antecipar um acordo, ao convocar uma greve geral para terça-feira contra as novas medidas de austeridade exigidas pela UE e pelo FMI.
Essas medidas são "a crônica de uma morte anunciada (...), o objetivo é derrubar todo o direito de trabalho e reduzir os salários entre 20 e 30%, além dos cortes já efetuados", disse na segunda-feira Iannis Panagopulos, líder do GSEE, central sindical do setor privado.
O aumento da tensão nos mercados quanto à lentidão das negociações sobre a dívida grega fez com que as principais bolsas europeias encerrassem a sessão desta segunda-feira com ligeiras quedas, em um mercado tenso devido à lentidão das negociações sobre a dívida grega.
O FTSE 100 de Londres terminou o dia com baixa de 0,15%, para 5.892,20 pontos.
Em Frankfurt, o índice DAX 30 também registrou leve queda, de -0,03%, aos 6.764,83 pontos no fechamento.
O CAC 40, de Paris, perdeu 0,66%, para os 3.405,27 pontos.
Em Madri, o IBEX 35 caiu 0,29% para fechar a 8.835,30 unidades.

Economia
Governo grego negocia para evitar a quebra; UE diz que acordo está ...Cientistas russos atingem lago Vostok, no subsolo antártico
02/06 | 23:12 GMT

©AFP/Arquivo
Uma equipe de cientistas russos conseguiu atingir o misterioso lago Vostok, situado debaixo de uma camada de gelo de quatro quilômetros na Antártida, um trabalho que consumiu duas décadas de perfurações, anunciou nesta segunda-feira uma fonte do meio científico à agência Ria Novosti.

©AFP/Arquivo
O príncipe Albert, de Mônaco (3ºE) posa para fotos com cientistas perto do centro de pesquisas russo Vostok, onde foi encontrado o lago subterrâneo, na Antártida
MOSCOU (AFP) - Uma equipe de cientistas russos conseguiu atingir o misterioso lago Vostok, situado debaixo de uma camada de gelo de quatro quilômetros na Antártida, um trabalho que consumiu duas décadas de perfurações, anunciou nesta segunda-feira uma fonte do meio científico à agência Ria Novosti.
"Ontem (domingo), nossos cientistas terminaram os trabalhos de perfuração e atingiram a superfície do lago, a 3.768 metros de profundidade", sob a calota polar do Pólo Sul, declarou a fonte, sem dar maiores detalhes.
Contatado pela AFP, um porta-voz do Instituto russo de Pesquisas Científicas para o Ártico e a Antártida informou que só o governo russo poderia confirmar esta informação.
O fim dos trabalhos iniciados há mais de 20 anos permitirão fazer "um estudo científico fundamental" sobre as mudanças climáticas, acrescentou o porta-voz do Instituto, Serguei Lesenkov.
Isolado da superfície há centenas de milhares de anos, este lago de água doce com 250 km de extensão e 50 km de largura (12.500 km2) poderia conter formas de vida até agora desconhecidas.
"Os trabalhos de perfuração começaram em 1989 com o objetivo de fazer investigações sobre paleoclimatologia", explicou Lesenkov. Foi somente depois que "se descobriu que havia um lago logo abaixo do local onde se realizavam as buscas", acrescentou.
Mas no começo dos anos 90, "os trabalhos foram suspensos pela falta de financiamento, (pois) a situação econômica era complicada após a queda da URSS", em 1991, continuou Lesenkov.
As operações foram retomadas em 1996 e foram interrompidas em 1998, depois dos apelos da comunidade internacional, inquieta por uma possível catástrofe ecológica devido ao uso de tecnologia pouco adaptada a estes trabalhos delicados.
"Finalmente, os especialistas do Instituto de Minas de São Petersburgo desenvolveram novas tecnologias de perfuração e os trabalhos foram retomados em 2006", acrescentou Lesenkov.
No ano passado, o ministro russo de Recursos Naturais e Ecologia, Yuri Trutnev, havia declarado que em 2012 "um acontecimento de alcance mundial nos espera".
"Ninguém chegou a tal profundidade na Terra", afirmou.
O estudo da camada de gelo e da água do lago permitirá aos especialistas estabelecer um cenário de mudanças climáticas naturais para os próximos milênios.

Ciência e Tecnologia
Cientistas russos atingem lago Vostok, no subsolo ...Papa faz apelo por profunda renovação da Igreja
02/06 | 21:04 GMT

©Osservatore romano/AFP / -
O Papa Bento XVI defendeu "uma profunda renovação da Igreja" nesta segunda-feira, em Roma, na abertura de um simpósio sem precedentes organizado pela hierarquia católica para combater a pedofilia.

©Osservatore romano/AFP / -
Foto do serviço de imprensa do Vaticano mostrando Bento XVI e a representante da UE, Laurence Argimon-Pistre
CIDADE DO VATICANO (AFP) - O Papa Bento XVI defendeu "uma profunda renovação da Igreja" nesta segunda-feira, em Roma, na abertura de um simpósio sem precedentes organizado pela hierarquia católica para combater a pedofilia.
"Aliviar as vítimas deve ser um fato da mais alta importância para a comunidade cristã e deve caminhar par a par com uma profunda renovação da Igreja em todos os níveis", afirmou Bento XVI, na abertura desta conferência, destinada a evitar a repetição de escândalos que abalaram profundamente a religião católica nos últimos anos.
Ele disse, na mensagem, que a liderança católica deve "promover, através da Igreja, uma cultura vigorosa na efetiva proteção e apoio às vítimas."
Segundo a declaração, o Papa "apoia e encoraja cada esforço para responder com a caridade evangélica o desafio de proteger crianças e adultos vulneráveis, num meio favorável a seu crescimento humano e espiritual."
Participam do encontro delegados de 110 conferências episcopais e superiores de 33 ordens religiosas.
Cerca de dez anos após a explosão do escândalo de abusos nos Estados Unidos, seguido de revelações em cadeia, da Europa à Austrália, os participantes devem debater, em grande parte, a portas fechadas o tema "Em direção à cura e à renovação".
Sobre as críticas feitas à Igreja, no passado, de proteger os culpados, sem ouvir os jovens feridos, os participantes receberam a recomendação de conversar particularmente com as vítimas, antes de viajar a Roma.
Todos os bispos têm "a obrigação de cooperar" com a justiça, lembrou o cardeal William Levada, guardião da fé católica, pedindo a eles que reconheçam a "profundidade da traição sofrida" pelas vítimas.
Citando os "mais de 4.000 casos" de abusos sexuais cometidos contra menores, registrados em dez anos pela Congregação para a Doutrina da Fé que ele dirige, o cardeal americano considerou que "nenhum buspo ou superior de ordem pode-se considerar isento" das obrigações impostas pelo Vaticano contra a pedofilia.
"Os autores são uma pequena minoria de um clero comprometido e fiel, uma pequena minoria, no entanto, que fez um grande mal", disse.
"É uma responsabilidade maior poder olhar esta praga na Igreja com atenção", declarou nesta segunda-feira na Rádio Vaticano o reitor da Universidade Gregoriana, onde está sendo realizado o simpósio, o bispo francês François-Xavier Dumortier.
Este colóquio não visa a "um efeito de visibilidade", disse ele, em resposta aos que veem nele uma campanha de relações públicas.
Algumas vítimas criticaram o simpósio gigante que, segundo elas, é inútil para salvar a face da Igreja.
"Caramella Buona", uma associação italiana de ajuda às vítimas, queixou-se de não ter podido recomendar a participação de dois de seus membros.
Para Sue Cox, coordenadora da "Survivors Voice", uma coalizão de vítimas na Europa e nos Estados Unidos, "eles não convidaram os que não estão a seu lado. É apenas teatro, de nada serve". Ela desejaria que a Igreja estivesse "aberta à investigação por uma autoridade independente".
Uma vítima convidada ao colóquio, Mary Collins, explicou que via nisso uma "alteração" positiva, um "passo no bom caminho".
"O simpósio parece marcar uma mudança de época, de atitude da Igreja. Um acontecimento extremamente importante para todos, para a Igreja, para os sobreviventes dos abusos e para o futuro", disse à AFP esta irlandesa violada aos 13 anos por um padre, num hospital de Dublin.

©AFP / Vincenzo Pinto
Um guarda suíço diante de bispos em uma celebração no Vaticano no dia 2 de janeiro
"Espero que haja um reconhecimento (por parte dos bispos) que muitas coisas funcionaram mal no passado", acrescentou Mary Collins, que desempenhou um papel essencial na denúncia dos abusos cometidos em sua Igreja da Irlanda, lembrando que "os culpados foram deixados livres".
Para o jesuíta e psicoterapeuta Hans Zollner, organizador do simpósio, a Igreja entende que deve "assumir a responsabilidade pelo mal cometido".
As respostas das vítimas foram diversas: para algumas, "houve muitos feridos, este capítulo da Igreja está fechado". Outras "desejam ajudar para que estes fatos não se repitam mais", observou ele à Rádio Vaticano.
Quarenta relatores vão falar sobre todas as dimensões do problema, da influência da pornografia na internet à formação dos sacerdotes.
Também vão prestar depoimentos os bispos "que agiram com coragem na defesa das vítimas" nas Filipinas, nos Estados Unidos, México, no Brasil, na Alemanha e na África do Sul, segundo os organizadores.
Uma das dificuldades é, devido às diferenças culturais, contribuir para conscientizar as Igrejas da Ásia e da África sobre a dimensão do problema em suas sociedades.
Outras instituições e comunidades devem, também, levar em consideração a extensão dos abusos em suas Casas, para que a Igreja possa mesmo "tornar-se líder na proteção dos menores", segundo o padre Zollner.
O presidente da Congregação dos Bispos, o canadense Marc Ouellet, presidirá nesta terça-feira, na Igreja de Santa Ignácia uma vigília penitencial, onde os responsáveis da Igreja "vão pedir perdão" às milhares de vítimas.
Em relação a medidas concretas, um centro de informação pela internet, amplamente financiado por instituições católicas alemãs, será lançado, para permitir a todos os religiosos do mundo familiarizar-se com as melhores práticas.
Haverá ligações com Gana, Quênia, Argentina, Equador, Índia, Indonésia, Alemanha e Itália.
Para o vaticanista e biógrafo do Papa Marco Politi, a reunião "marca uma mudança histórica porque, pela primeira vez, o Vaticano se prepara para analisar, em nível internacional, a responsabilidade da Igreja nos abusos sexuais".



